
Acho que ele veio pela necessidade que tenho tido de gestos de delicadeza. Às vezes, ganho alguns de presente (como o conto da Isabel Allende que ganhei da Mazoo), o que prefiro, mas na maior parte do tempo tenho que procurar por eles.
Vou buscando minhas "esponjas de rimas" na Clarice (sempre, e por isso ela não podia deixar de estar aqui desde o início), no Pessoa, Drummond, Bandeira, Raduan e tantos outros...
Às vezes vou à Amélie (que pode ser a Poulain ou a minha gatinha branca), ou ao Kieslowski de "A liberdade é azul", ou ao Kaufman de "Brilho eterno de uma mente sem lembranças", ou ao Carvalho de "Lavoura Arcaica", entre outros...
Ou então é uma música, uma lembrança aconchegante, ou é simplesmente ficar rodopiando sozinha no meio da sala...
Bom, o blog é isso: pequenos gestos de delicadeza pra tornar a vida um pouco mais fácil...
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Só para começar: fiquei hoje cantarolando uma música que a gente cantava no teatro, em momentos especiais. Não conheço ninguém do grupo a quem essa música não tenha marcado. Às vezes, quando preciso, ela volta. Não sei quem é o autor, nem se a letra está totalmente correta - só aprendi a cantar. Eis:
"En una palangana hierra
Siempre violetas para tí
En una palangana hierra
siempre violetas para tí
Y andando cerca del río
En un caracol vacío
En un caracol vacío
Acho un cochucho para tí
A las cosas que son feas
Pones un poco de amor
A las cosas que son feas
Pones un poco de amor
Y verás que la tristeza
Y verás que la tristeza
Y verás que la tristeza
Va cambiando de color."
Siempre violetas para tí
En una palangana hierra
siempre violetas para tí
Y andando cerca del río
En un caracol vacío
En un caracol vacío
Acho un cochucho para tí
A las cosas que son feas
Pones un poco de amor
A las cosas que son feas
Pones un poco de amor
Y verás que la tristeza
Y verás que la tristeza
Y verás que la tristeza
Va cambiando de color."
P.S.: adoro a palavra "cochucho", embora não saiba exatamente o que ela significa...